Na derradeira eliminatória deste ano da Taça Davis, a realizar de sexta a domingo, na terra batida do Jamor, Frederico Gil, Rui Machado, Leonardo Tavares e João Sousa, serão os escudeiros do reino das raquetas na missão de aprisionar a Bósnia-Herzegovina no grupo II e elevar Portugal ao grupo I da zona euro-africana.Erigido no século XVI por recomendação de D. Manuel I a seu filho D. João III, o Forte de São Julião da Barra foi considerado no passado como o Escudo do Reino.
Mas, ontem, os tenistas, que pretendem regressar à divisão da qual foram expulsos em 2007, já receberam os adversários, recém-chegados, no jantar oficial. Em paz, e longe da história que lembra o forte como a prisão de muitos que se opuseram aos regimes vigentes ao longo dos tempos, os tenistas escondem querer ganhar esta batalha.
«Os bósnios vão ser perigosos e teremos muita tensão nos encontros. Depois do US Open tive umas mini-férias para descansar e, agora, sinto-me em forma, com vontade de ganhar e de dar o meu contributo para que Portugal suba de divisão», referiu Frederico Gil.
Rui Machado, que ontem se treinou também sob o olhar do novo treinador Bernardo Mota nas bancadas, corrobora da opinião de Gil, mesmo que esteja a lidar com pequena lesão. «No início da semana, estive um pouco tocado nos quadrícepes, mas tenho vindo a melhorar, praticamente não sinto nada. Ter chegado às meias-finais [challenger de Sevilha] deu-me confiança e se o seleccionador me quiser, sou uma opção para a eliminatória», asseverou o 124.º mundial, um dos habitués dos singulares da equipa.
Disponibilidade é também algo que João Sousa, um dos obreiros do pleno lusitano sobre o Chipre, em Julho, tem para oferecer quando chamado à Selecção: «A esta altura da temporada, estou um pouco cansado, mas estou sempre pronto para jogar por Portugal. Sexta-feira até, se o capitão o entender. Jogar pelo País é sempre muito agradável», sustentou o vimaranense.
Igualmente do Norte vem Leonardo Tavares, sempre uma arma preciosa no duelo de pares. Variante na qual o jogador de Espinho se sente confortável, não se importando de ceder o lugar nos singulares. «Tenho jogado pares em quase todas as eliminatórias, mas o Fred e o Rui são muito bons nos singulares, onde tenho sido menos consistente. Nas duplas tenho mais hipóteses de jogar e é mais tranquilo, sempre tenho o parceiro para ajudar... ou talvez não», gracejou, garantindo depois mais a sério: «O que importa é entrarmos em campo cheios de garra e ânimo para subirmos de grupo». Nem mais.
em: abola.pt